quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Vende-se estrelinhas

Douglas diz: Jú, fala uma coisa sem pé nem cabeça!
Juliany diz: Eu gosto de matemática!
Douglas diz: Não, alguma coisa bem locona tipo: Um ovo de cachorro
Juliany diz (olhando para o céu): Huuuummmmmm... Já sei! Estrelas em cápsulas!!!!!

MODO DE USO:

"Certo dia, você acorda e vai até a revendedora de estrelas em cápsulas mais perto de sua casa, compra uma e sai pulando e cantando, alegre e feliz! Chegando em sua residência você tem que pingar UMA gota d'aguá nela todo o dia durante três dias no mesmo horário. Toda vez que essa gota cair na estrela, um nome tem que ser pronunciado ex: Juliany. No quarto dia, no mesmo horário, você vai até a rua tira a tampa e a liberta para poder viver de verdade, sem nada para impedi-la de brilhar. Obs: O nome dito quatro vezes durante a 'regação' fica marcado nela pra sempre"

Era 1:00pm do dia 26-02-09 quando essa psicodelia surgiu! Muito bom =] rs

Cheers!

Beijo pra todo mundo que leu!

"Live Forever - Oasis."


• Juliαny Cαsemiro'

2 comentários:

  1. Champagne Supernova in the Sky!!!

    A história ali contada pela autora deste blog, foi realmente bem precisa em relação ao diálogo até surgir esta idéia psicodélica, assim que escutei ela falando que gostava de matemática, pensei: “Hummm realmente isso não tem nem pé nem cabeça” quem conhece bem essa moça sabe do que estou falando, a cabeçinha dela...quer dizer cabeção ainda não tinha assimilado aonde eu queria chegar, então dei o primeiro exemplo que veio a minha razão, este que foi um ovo de cachorro, idéia bem ridícula por sinal, logo após ela me solta “Estrelas em capsulas”, imediatamente ela já esboça todo o contexto de como adquirir sua estrela, até esse momento eu apenas concordando com essa idéia aparentemente a mais estúpida que já tinha escutado, mas ela insistia em me explicar em como dar o nome a sua estrela, como a idéia dela era tão absurda, eu sabia que por trás deveria existir algo de genial e afinal foi eu mesmo que a incentivei a dizer algo sem pé nem cabeça, então apenas acenava positivamente com a cabeça fazendo ela continuar e questionava algumas coisas afim de dar asas a sua imaginação que é bem fértil por sinal (pra quem tem amigos imaginários), terminada toda esta idéia dela, me veio um momento de luz... criando assim uma profundidade maior a esta teoria. Então agora conto-lhes o que há por trás do brilho de uma estrela e como esta idéia é genial.

    A cada dia milhares de estrelas morrem e milhares de novas estrelas nascem, mas poucas delas estão lá no céu a brilhar, quando as estrelas nascem elas são frágeis e pequeninas precisam ser regadas para que cresçam fortes de cintilantes, mas ao longo desse processo, a maioria delas se corrompem, adquirem uma espécie de luz negra, que faz elas se tornarem buracos negros, passando e destruindo sonhos de uma geração, até que um dia elas desaparecem sem deixar nenhum rastro, se tornam estrelas decadentes. Haverá um dia em que olharemos para o céu e não veremos mais nenhuma estrela, haverá um dia em que o vazio do céu nos será herdado, devido tanta falta de luz e esplendor.
    Estrelas em capsulas esperando sua vez de alcançar a velocidade da luz, mas poucas delas tem a força necessária para se livrar desta capsula que impede sua luz de traspassar ao admirável novo mundo. Existem estrelas raras denominadas “Supernovas” estas estrelas são absolutamente difíceis de encontrar, elas estão em constante crescimento, até que um dia explodem em sete tons de cores vivas, dando um espetáculo conhecido como olhar de Deus. As Supernovas, são estrelas aparentemente solitárias, mas que conseguem passar sua luz a qualquer outro corpo celeste, desde que estas estejam dispostas a absorver toda radiação. As Supernovas normalmente são estrelas que se passam despercebidas a olho nu, elas são desprezadas por serem estrelas mutáveis, imprevisíveis e por não seguirem um padrão preestabelecido.

    Todos nós seres humanos somos estrelas, nascemos com uma luz cintilante, mas ao longo do tempo deixamos de brilhar e começamos e adquirir a luz negra, aqueles que não se questionam são como aquelas estrelas que vemos distantes no céu, quase despercebidas, aos seres desumanos lhe couberam ser estrelas decadentes buracos negros, e as Supernovas que são raríssimas são os que buscam conhecimento, buscam a verdade, buscam em cada vez mais ser reluzentes. As capsulas ali citadas são apenas os limites que nós próprios colocamos em nossa mente, como uma prisão psicológica que te faz querer ficar estagnado, achando que seu mundo é apenas uma pequena e apertada capsula do tempo.

    Podemos fazer várias referências metafóricas da histórinha aparentemente bonitinha contada pela minha cara amiga.
    1 - Quando vamos a uma lojinha comprar uma estrela... você pode fazer analogia a quando os pais vão a maternidade, já que ali as estrelas estão nas encubadoras ou no berçário que parecem capsulas não é mesmo?
    2 - A Ju citou que teríamos que rega-las com uma gotinha de água todo dia e lhe dizer seu nome... pode ser analogia a amamentação, carinho, disciplina, respeito, amizade, amor que você tem que dedicar a uma criança todos os dias, temos que citar várias vezes o nome da criança até que ela comece a entender quem realmente é.
    3 – Segundo a criadora da teoria, depois de crescida a estrela é libertada para que voe livre aos céus... analogia quando nós passamos a nos tornar independentes, com vontade e escolhas próprias, nossos pais nos criam para que um dia podemos sair pelo o mundo a fora, para que voemos alto cortando os limites do céu. Mas então voamos e ficamos estagnadas em um único ponto do imenso céu, sem crescer, cada vez mais perdendo a intensidade do brilho e a quem olhe essas estrelas não sabem identifica-las pois todas parecem iguais, presas nas capsulas chamadas sistema, regras ética, resumindo prisão psicológica. Quando conseguem se libertar desta prisão começam a crescer de forma incompreensível se tornando assim as imensas e maravilhosas Champagne Supernova in the Sky.
    (Douglas Gallagher)

    Obs: Teoria das Estrelas, criada pela Juliany Casemiro, aprofundada por mim mesmo.
    * A quem interessar a capsula citada pode ser também uma analogia ao “Mito da Caverna” de Platão.

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